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SOCIEDADES, RELAÇÕES DE PODER E CULTURAS NO TEMPO PRESENTE

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Sabe aquela ideia antiga de que a História só serve para estudar o passado distante, coisas que aconteceram há séculos? Pois é, a verdade é que o tempo presente também é História. O mundo em que vivemos hoje, as notícias que você lê no celular e as crises que atravessam o nosso dia a dia não aconteceram por acaso. Eles são o resultado de escolhas, disputas de poder e projetos políticos e econômicos que vêm sendo desenhados há tempos, muitas vezes por grupos que mandam no jogo.

Compreender o agora como um processo histórico exige ferramentas certas, método e um olhar afiado para perceber o que continua igual, o que mudou e onde estão as rachaduras desse sistema. É exatamente esse o convite que fazemos aqui: olhar para o cotidiano e entender que a nossa própria vivência é matéria-prima para o conhecimento histórico.

E a gente não faz isso se isolando dentro de uma sala de aula. Acreditamos que a universidade precisa conversar olho no olho com a sociedade. Por isso, pelo menos 10% de todo o nosso caminho é dedicado à extensão, que é a hora de colocar o conhecimento em prática junto com a comunidade.

Fazemos essa ponte acontecer ligando a História a cinco áreas que mexem com a vida de todo mundo: comunicação, cultura, tecnologia, educação e trabalho. Esse movimento nos conecta diretamente com as grandes metas globais de transformação, como a Agenda 2030 da ONU, focando em duas frentes urgentes: garantir uma educação de qualidade (ODS 4) e pensar em trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8).

Navegue por aqui, conheça as nossas ações e projetos, e venha descobrir como a escrita da história está acontecendo agora, bem diante dos nossos olhos.

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Com foco nas demandas atuais, os(as) graduandos(as) deste componente curricular direcionaram seu projeto de extensão para a Educação do Campo e a política do agronegócio, criando o projeto “Educação do campo e Agroecologia: desafios para o tempo presente”. O objetivo foi analisar o papel dos movimentos sociais na luta pela terra, na produção de alimentos e na busca por igualdade econômica. A proposta busca conectar passado e presente para questionar a história oficial de Mato Grosso, dando voz a sujeitos historicamente invisibilizados. Por meio da extensão, os(as) graduandos(as) levaram às escolas da educação básica contra-narrativas que raramente aparecem nos livros didáticos. Além disso, o projeto promove o intercâmbio de saberes com movimentos sociais, defendendo uma relação com o meio ambiente que priorize a vida e a subsistência, em vez da simples exploração de recursos.

A realização de uma ação extensionista focada na Educação do Campo, no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e na agricultura familiar dentro do contexto de escolas urbanas justifica-se pela necessidade premente de romper com o distanciamento histórico e geográfico que marginaliza a identidade camponesa no imaginário das cidades. Frequentemente, o currículo urbano reproduz uma visão do campo limitada ao agronegócio exportador ou a um passado bucólico e atrasado, invisibilizando os conflitos sociais, a luta pela terra e a resistência cultural dos povos do campo. Ao levar esses temas para a sala de aula urbana, o projeto promove uma educação crítica que permite ao estudante compreender a origem dos alimentos que consome, diferenciando a lógica das commodities da produção diversificada e sustentável da agricultura familiar, que é a verdadeira responsável pela segurança alimentar brasileira.

Acesse abaixo os materiais produzidos pelos(as) graduandos(as).

A vida no Cerrado.jpg

Projeto de pesquisa "CoNexos: TDICs em tempos pós ensino remoto emergencial", apoiado pelo FAPEMAT/CNPq 001/2022 Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil

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